quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Felicidade relativa, ou melhor, individual

Recebi este texto de uma grande amiga e achei tão bonito que quis dividir:

Se tudo na vida é relativo, relativa também é a idéia que cada um faz da felicidade.
Para uns, felicidade é dinheiro no bolso, cerveja na geladeira, roupa nova no armário.
Para outros a felicidade representa o sucesso, a carreira brilhante, o simples fato de se achar importante (ainda que na verdade as coisas não sejam bem assim).
Para outros tantos, ser feliz é conhecer o mundo, ter um conhecimento profundo das coisas da terra e do ar.

Mas para mim, ser feliz é diferente.
Ser feliz é ser gente, é ter vida, que como dizia o poeta: "E bonita..."
Felicidade é a família reunida, é viver sem chegada, sem partida, é sonhar, é chorar, é sorrir...

Felicidade é viver cercado de amor, é plantar amizade, é o calor do abraço daquele amigo, que mesmo distante, lembrou de dizer: "Alô".

Ser feliz, é acordar às cinco da matina, depois de ter ido dormir às três da madrugada, com sono e pra lá de cansado, só pra dar uma pontinha da cama para o filho dormir.

Ser feliz é ter violetas na janela, é chá de maçã com canela, é pipoca na panela, é um CD para esquentar o coração.

Ser feliz é curtir sol radiante Frio aconchegante, Chuvinha ou temporal. Ser feliz é enxergar o outro (E sabe lá quantos outros, que cruzam nossa estrada). Ser feliz é fazer da vida, Uma grande aventura, A maior loucura, um enorme prazer...

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

O código Aleijadinho

Adorei! Meu antigo colega Travesso - ops, quis dizer, da Travessa - Leandro Muller, escreveu este thriller super envolvente. Li em 2 dias. Quer dizer, duas noites. O gancho com título Código Da Vinci chama atenção de cara e ele até brinca com isso no meio do livro, num diálogo em que a parceira do mocinho pergunta se ele está se achando "Robert Langdon".
Só que o código agora é brasileiro, brasileiríssimo, em que Aleijadinho e seus doze profetas de pedra fazem parte de uma conspiração confidente, que tem por objetivo manter um segredo guardado a sete chaves, ou melhor, "a doze obras de arte".
O que há em comum entre a descoberta do Brasil, Inconfidência Mineira, Jesus Cristo e Buda? Aleijadinho conhecia o segredo e precisou de toda sua genialidade para protegê-lo dos Rebeldes Eternos. Rá! Gostou, né? É um livro de suspense e eu não vou estragar tudo contando a história.
Recomendadíssimo.
Parabéns, Leandro!

Autor: MULLER, LEANDRO
Editora: GARAMOND
Assunto: LITERATURA BRASILEIRA
ISBN: 9788576170945
Preço: 29,90

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Anjos caídos

É... li há algum tempo, reli esta semana, mas continuo achando morno...
Insisti porque a autora é a mesma de Moça com Brinco de Pérola, mas não consegui ver uma ponte entre as duas leituras, é como se fossem duas autoras diferentes. Não sei ainda se isso é mérito ou demérito.

O que achei interessante neste livro é que todos os personagens têm fala própria. Então conseguimos olhar a história de todos os ângulos. Duas famílias bem diferentes começam a se relacionar depois que as crianças ficam amigas. Tem um pouco de mistério, tragédia, dor. As frustrações vêm à tona em todos os envolvidos na trama.

Tá. Interessante. Mas só um pouquinho!

Autor: CHEVALIER, TRACY
Editora: BERTRAND BRASIL
Assunto: LITERATURA ESTRANGEIRA - ROMANCES
ISBN: 9788528609974
Preço: 43,00

Bjs;

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Memórias de um diabo de garrafa

Pronto. Concluído. Infelizmente concluído, diga-se de passagem. Chego a arriscar perigosamente que foi o melhor livro que já me caiu em mãos.

Confesso que ando meio "sebenta"... ou "sebosa"?? rsrs Quero dizer que ultimamente ando postando aqui livros que infelizmente só são encontrados em sebos. Peço desculpas e prometo que tentarei que o próximo seja um super-lançamento, de preferência ainda no prelo!

Mas (sempre tem um), Memórias de um diabo de garrafa merece ser procurado, rastreado, se for o caso, e lido. Lido não, devorado! Pois é isso que acontece quando ele cai em suas mãos. Obra e arte de Alexandre Raposo que escreveu uma obra riquíssima que envolve arte, grandes figuras que deixaram marcas desde o século XVI até os dias de hoje!

Ilustres ou não, Giacomo, nosso querido diabinho de garrafa, nos leva a uma série de aventuras contadas de forma inteligentíssima, divertida e bela. Esse pequeno diabrete foi conjurado nada menos do que em 1526, pelo nada menos ourives e escultor Benvenuto Cellini. A partir daí sua vida de garrafa, que nada tem de monótona, passa por mãos sagradas como o violinista Nicolò Paganini até outras figuras como estudantes, ladrões e o célebre pirata Francis Drake.

Diabo inteligente, com alguns séculos de vida, o que proporcionou a ele tanta sabedoria, o aprendizado de tantos idiomas e dialetos e a profunda e eterna curiosidade sobre a alma humana.

Imperdivel. Infelizmente, esgotado.

Um beijo.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Uma frase

Ainda estou no meio do livro, mas precisei colocar esta frase logo aqui, quem sabe não aprendo com tamanha sabedoria de tal criatura?

"Há dois tipos de malucos neste mundo. Aqueles que emprestam livros e aqueles que os devolvem. E eu não me classifico em nenhuma dessas categorias." Rá! Muito bom! (Memórias de um Diabo de Garrafa)

Já eu, me classifico nas duas! Resumo da melódia: sou maluca em dobro!

Beijos.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Morte nas nuvens

Uma volta ao tempo de menina... Cheguei a sentir a adolescência novamente ao não desgrudar de Agatha.

Sinceramente, não me lembro se este livro fez parte dos 1.909.343.854 suspenses de Agatha Christie que eu li mais nova, só sei que devorei o exemplar em 1 dia e 1/2.

Nosso mais querido Hercule Poirot viaja em uma avião onde ocorre um assassinato debaixo de suas barbas, ou melhor, de seu bigode, sem que ele tenha percebido nada. Para piorar, ele é suspeito do assassinato, então usa de toda sua inteligência para desvendar o mistério, tanto pelo exercimento de seu ofício como também para salvar a própria pele.

Iiiiiiiiiiinfelizmente ele está esgotado na editora (Nova Fronteira), então minha sugestão, além de procurar em sebos, tentar a Estante Virtual (www.estantevirtual.com.br), maior aglomeração de sebos do país.

Beijos!

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Eurídice


Angústia, beleza, ternura, emoção, tristeza-muita-coisa, coração, sentidos, família, sentido-de-família, sedução. Provavelmente com mais tempo eu poderia listar mais umas duzentas palavras que podem perfeitamente traduzir, entrelaçadas e distintamente, o que sentimos ao ler Eurídice.

Raquel de Queiroz disse que amigos do artista, escritores, leitores da época etc, tinham imaginado que José Lins do Rego chegara ao ápice da sua obra no livro anterior, mas, quando Eurídice chegou, seu décimo primeiro romance, viram que estavam redondamente enganados.

Ontem mesmo o indiquei a uma cliente estrangeira que estava querendo conhecer mais da literatura brasileira. E essa é, sem dúvida, brasileiríssima.

Apesar da nordestinidade do autor, ele cria um personagem, que muitos dizem ser autobiográfico, carioca, tijucano e cheio de problemas. Retrata o Rio de Janeiro da época com carinho e perfeição. O livro, dizem e eu concordei, se apega muito mais aos sentidos do que às características locais, como muitos autores brasileiros gostam de escrever. O tom de voz da mãe, o cheiro da irmã, a carranca do pai. Julinho, nosso personagem, vai nos contando sua triste história através dos seus sentidos. Não sabemos muito nem como são fisicamente seus personagens e muito menos como é o lugar em que vive.
Obra-prima, certamente!
Terminei o livro provavelmente um dia após tê-lo colocado no prelo, mas ainda não havia tido tempo para postar.

Autor: REGO, JOSE LINS DO
Editora: JOSE OLYMPIO
Assunto: LITERATURA BRASILEIRA
ISBN: 9788503004879
Preço: R$ 21,00

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Ser irmã de gente chique é outra coisa!

Convite/Divulgação

Na próxima quinta-feira (12/11), a partir das 18h, a Livraria Leonardo da Vinci será palco da palestra "A Idade Média e o espírito das Cruzadas", a propósito do livro "Raimundo Lúlio e As Cruzadas", uma edição trilíngüe (latim/catalão/português) recém-apresentada ao público brasileiro pela Editora Sétimo Selo.

O livro está à venda em
http://www.edsetimoselo.com.br/loja/produtos_descricao.asp?codigo_produto=8 (feito por mim - ;))

O evento se enquadra na série "Encontros no Subsolo", organizada pela Da Vinci, e a entrada é franca. A livraria fica na Av. Rio Branco, 185, subsolo, Centro, Rio de Janeiro.

O encontro será mediado por Sidney Silveira (editor da Sétimo Selo - e meu irmão), e terá a participação do Prof. Dr. Ricardo da Costa (Universidade Federal do Espírito Santo - UFES - e meu irmão também) e de Carlos Nougué.

Ricardo da Costa (Ufes)
Revista Mirabilia (dir.): http://www.revistamirabilia.com/
***
Existem poucos que se dignam serem imitadores dos acadêmicos [isto é, dos filósofos da Academia grega], já que cada um escolhe aquilo que vai seguir mais por gosto que pela razão. Uns se distraem com suas próprias opiniões, outros com as dos doutores, e outros com o trato da multidão. Quem duvida que aquele que jura pela palavra de seu mestre não concorda com o que se diz, mas com quem diz? Aquele que foi cativado pela opinião de um doutor, ladra qualquer coisa com força, e acredita que saiu das ocultas intimidades da Filosofia o que, na verdade, é apenas uma prova de infantilidade. Esse está disposto a disputar qualquer idiotice, acreditando que é inconcebível o que soa desconhecido aos seus ouvidos, e não concorda com a razão apenas porque pensa que o que disse seu mestre é autêntico e sacrossanto!, João de Salisbury (c. 1115-1180), Policraticus (1159), Livro VII, cap. 9.
Fala sério se não é um espetáculo essa família? ;)
Beijos!

No prelo

Logo após "O sol é para todos", peguei de cara José Lins do Rego e seu belo "Eurídice". Estou gostando TANTO que precisei dizer antes de terminar! ;)

Provavelmente terminarei em tempo recorde e já já estarei aqui para falar dele.

Beijos!

Como lavar uma criança de 1 ano


Só não podemos esquecer de desligar a centrifugação e nem deixá-la secar ao sol. ;)

Leitura no Trânsito - 2

Mais três contos de trânsito! ;)
O fantasma de Canterville
O jovem rei
O milionário modelo

Três contos absolutamente distintos em forma, sutileza e mensagem.

O primeiro, que dá titulo ao pocket book, é uma comédia que conta a história de uma família americana (ministro dos EUA e seu núcleo) que compra uma propriedade na inglaterra, um castelo mal-assombrado pelo Fantasma de Canterville que, após assassinar sua esposa, morre de fome, preso no castelo por seus cunhados. Ele passa a morte aterrorizando moradores do lugar por séculos a fio, até encontrar essa bem-humorada família americana.

"O jovem rei" é um conto feito como parábola, que mostra os valores importantes para se reinar adequadamente e com justiça. Muito bom!

"O milionário modelo" também é uma comédia com "moral da história" no fim. Bem elaborado, como sempre.

Faltam ainda mais três contos para eu terminar esse belo pocket, ainda voltarei aqui para falar dele.

Beijos.


Coleção: L&PM POCKET, 284
Autor: WILDE, OSCAR
Editora: L&PM EDITORES
Assunto: LITERATURA ESTRANGEIRA
Preço R$ 13,00
ISBN: 9788525412096

O sol é para todos


Belo livro. É preciso ter a sensibilidade aguçada para narrar uma história na voz de uma criança entre 6 e 9 anos. O livro se passa em uma pequena cidade do Alabama, terra que é marcada por grande preconceito racial. Atticus Finch, advogado da cidade é pai de Scout e Jem e, pela narrativa da pequena Scout, acompanhamos a defesa de seu pai a um caso onde um negro é acusado de estuprar uma jovem branca, injustamente.
Ao redor desse caso, as crianças sofrem as injustiças juntamente com seu pai, vivem sua infância ao lado do melhor amigo, constroem seu universo de brincadeiras, ilusões e sofrimento.
Eu, que sou mais dos livros do que das telas, soube que "O sol é para todos" foi um sucesso de bilheteria e imagino que deve realmente ser um belo filme.
Taí a dica. Fácil leitura, tocante, sensível.
Autor: LEE, HARPER
Editora: JOSE OLYMPIO
Assunto: LITERATURA ESTRANGEIRA
Preço: R$ 40,00
ISBN: 9788503009492

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Leitura no Trânsito - 1

Olás!
Resolvi dar um pouco mais de praticidade às minhas viagens ao trabalho e de volta para casa. Às vezes, o livro da vez era daqueles enormes, que me deixava em apuros para ler em pé, sentada ou recostada.
Nunca gostei muito de ler dois livros ao mesmo tempo, tinha a sensação de mistura de estações, mas estou começando a me habituar.
E vou te dizer: é muito melhor entrarmos em um coletivo com um poketzinho bonitinho.
Agora, meu livro de trânsito é "O Fantasma de Canterville", de Oscar Wilde e cada conto lido virei aqui falar um pouquinho, ok?
Terminei os dois primeiros.
"O Crime de Lorde Arthur Savile", primeiro conto, já nos esboça a sofisticação da literatura de Oscar Wilde que, apesar de todas as loucuras da vida real, foi um grande autor. Lorde Arthur vive um curto período de desespero que precisa resolver um grave problema apresentado a ele antes de finalmente se casar com sua bela Sibyl. Leitura encantadora, que prende do início ao fim. Um conto trágico e super estruturado.
"O amigo devotado" é um conto fantástico, onde um Pintarroxo tenta mostrar a um egoísta e velho Ratão o valor real da amizade, em vão. E a conversa é ouvida pela mãe pata que, após a maternidade, experimenta o verdadeiro amor desinteressado.
Aos poucos irei postando aqui cada conto, dependendo do trânsito e do tempo levado no trajeto.
Beijos!
Coleção: L&PM POCKET, 284
Autor: WILDE, OSCAR
Editora: L&PM EDITORES
Assunto: LITERATURA ESTRANGEIRA
Preço R$ 13,00
ISBN: 9788525412096

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Os catadores de conchas

Leve. Aliás, sempre que a leio (Rosamunde Pilcher), chego à conclusão que ela, além de nos transportar para o mundo de suas histórias familiares tão cheias de meandros, nos transporta à leveza também.

Penelope Keeling é a senhora mais encantadora que já conheci, daquelas que todos gostariam de ter tido como mãe e sempre que leio "Os catadores de conchas", me pergunto porquê seus filhos não conseguiram enxergar isso...

Sua vida é ao mesmo tempo encantadora e difícil, com pais maravilhosamente excêntricos e uma difícil escolha de vida. Com sua juventude vivida em plena guerra, as decisões são baseadas na falta de perspectiva, o que invariavelmente resulta em desastrosas consequências de vida.

Este é o tipo do livro que é bom ter à mão, sempre que se quiser passear por universos mentais diferentes.

Preço R$ 69,00
ISBN: 9788528601114

terça-feira, 6 de outubro de 2009

As memórias de Cleópatra - volumes 1, 2 e 3

Tudo de uma tacada só!
Volume 1: A Filha de Ísis
Volume 2: Sob o signo de Afrodite
Volume 3: O beijo da morte
A autora, Margaret George, fez uma combinação que a maioria das pessoas consideraria perigosa e muito delicada: produziu uma biografia romanceada narrada na primeira pessoa!
Mas deu muito certo. Li em uma reportagem com a autora que foram muitos anos de pesquisas, viagens, trabalho... Ela (Cleópatra) começa falando de suas lembranças da tenra infância e culmina em seu tão famoso suicídio para não ser levada em desonra à cruel Roma de Otávio (vista pelo prisma de Cleópatra e Marco Antonio). Provavelmente é a terceira ou quarta vez que leio os três livros assim, um atrás do outro e vou te dizer que é deliciosamente envolvente.
Ela é apaixonante e muito apaixonada. Pela vida, por seus homens e seu Egito.
Além de nos transportar de forma tão íntima a esse período do Egito, seus valores, vida política, etc, o livro ainda nos presenteia com detalhes maravilhosos da Roma do mesmo período, o que não poderia ser diferente, pois ela se envolve com os dois homens mais famosos e poderosos da história de Roma.
Vale a pena! Viajem junto com ela e boa leitura!
Autor: GEORGE, MARGARET
Editora: GERAÇÃO EDITORIAL
Assunto: LITERATURA ESTRANGEIRA - ROMANCES
Preço: R$ 55,00

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Aos meus...


Não tem jeito.

Penso em vocês e começo sempre com esses versos:
"Amigo é casa que se faz aos poucos e com paciência pra durar pra sempre..."

Hoje, mais uma vez, a palavrassentida vai pra vocês, cada um de vocês.
Alê, Fabio, João, Jorge, Lis, Edson, Madrinha, Malu, Mari, Mario, Mila, Nana, Rapha, Sia.

Ê família grande! E bela.... Cada um do seu jeito, me faz sentir como a vida é boa e como eu sou sortuda de ter vocês.

Obrigada por fazerem da minha vida um porto.
Serem meu baluarte.
Me fazerem viver o que é de fato uma família.
Amarem meus filhos como se seus fossem, assim como eu amo os de vocês (até os que ainda estão pra chegar).

Seus ombros são meus travesseiros na hora da tristeza.
Seus risos são música e leveza.
Suas broncas são sempre pra tentar fazer de mim alguém melhor.

Nossa semelhança é o amor e a união.
Há que se registrar que o que temos é belo e raro: uns aos outros.

O tempo vive nos ensinando. Aprendemos até o final da vida. Hoje consigo ver melhor meus defeitos, os erros que cometi, bem como os acertos e as qualidades. Mas uma certeza é certíssima! (rs) Meu amor por vocês é in-con-di-ci-o-nal (vamos à palavracitada):
Que não há restrições, não esta sujeito a condições, é um estado absoluto, total, pleno, ilimitado.

Adj. Imperativo, absoluto. / Que não admite ou não supõe qualquer condição.

Amo muito cada um de vocês. Obrigada por existirem.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Quase Memória


Peguei este livro para reler e, por acaso (acaso?), estamos na semana do dia dos pais.

Pra mim, esta história é a declaração de amor mais bela que um filho possa fazer a seu pai.

Quase memória, quase biografia, quase autobiografia, quase romance, que de 'quase' não tem nada. É tudo, inteiro, puro amor. O retrato do pai herói. Lindo lindo...

E mais, é um conhecimento paterno impressionante. Vai do cheiro mais inusitado em determinadas circunstâncias à intimidade no trabalho, passando pelos defeitos mais sutis.

Carlos Heitor Cony escreve Quase Memória dez anos após a morte de seu pai e eu fico imaginando como seria esse pai o lendo, ou melhor, se lendo. Com certeza ele descobriria um afeto e uma cumplicidade no filho que talvez nem sonhasse.

Vale a pena, muita coisa. Aliás, sugeriria até como um belo presente para o dia dos Pais.

Autor: CARLOS HEITOR, CONY
Editora: SUMA DE LETRAS BRASIL
Assunto: LITERATURA BRASILEIRA
Preço: 39,90
ISBN: 9788573028072

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Oração ao Tempo


Oração ao Tempo
(Caetano Veloso)


És um senhor tão bonito
Quanto a cara do meu filho
Tempo tempo tempo tempo
Vou te fazer um pedido
Tempo tempo tempo tempo...

Compositor de destinos
Tambor de todos os ritmos
Tempo tempo tempo tempo
Entro num acordo contigo
Tempo tempo tempo tempo...

Por seres tão inventivo
E pareceres contínuo
Tempo tempo tempo tempo
És um dos deuses mais lindos
Tempo tempo tempo tempo...

Que sejas ainda mais vivo
No som do meu estribilho
Tempo tempo tempo tempo
Ouve bem o que te digo
Tempo tempo tempo tempo...

Peço-te o prazer legítimo
E o movimento preciso
Tempo tempo tempo tempo
Quando o tempo for propício
Tempo tempo tempo tempo...

De modo que o meu espírito
Ganhe um brilho definido
Tempo tempo tempo tempo
E eu espalhe benefícios
Tempo tempo tempo tempo...

O que usaremos pra isso
Fica guardado em sigilo
Tempo tempo tempo tempo
Apenas contigo e comigo
Tempo tempo tempo tempo...

E quando eu tiver saído
Para fora do teu círculo
Tempo tempo tempo tempo
Não serei nem terás sido
Tempo tempo tempo tempo...

Ainda assim acredito
Ser possível reunirmo-nos
Tempo tempo tempo tempo
Num outro nível de vínculo
Tempo tempo tempo tempo...

Portanto peço-te aquilo
E te ofereço elogios
Tempo tempo tempo tempo
Nas rimas do meu estilo
Tempo tempo tempo tempo...

======================
Impossível definir, para mim pelo menos, qual seria a obra-prima deste homem.
Mas hoje, lembrando desta música, penso na genialidade do cara e em como ele pode nos traduzir desejos e sentidos.

Meu tempo. Peço-te aquilo e te ofereço elogios. E quando eu sair para fora do teu círculo, não tereis nem terás sido. Estaremos quites.
Obrigada, Caetano, por nos emprestar sua rima.

Bom final de semana a todos. Beijos!

segunda-feira, 27 de julho de 2009

O ladrão de palavras



Outro dia pesquei este livro da biblioteca do meu filho, herança de muitos livros infantis doados pela querida Tia Mari Blanc e sua estante Blanc, por causa do título.

É um livro infantil engraçado, onde o autor mistura suas impressões a respeito dos próprios personagens, e nos diz como eles acabam ganhando vida e traçando um rumo oposto ao que ele tinha programado para sua cria.

A salada de culturas que ele faz também é bem bacana! Tira um índio brasileiro de suas matas e o envia para Atlantida, para ajudar novos amigos a salvar seu mundo. Satiriza o governo, fazendo analogias com nosso querido país de forma leve e engraçada que somente os leitores adultos enxergam.

Gostei pra caramba! Mas já pesquisei na internet que este já é um livro de sebo, não é muito mais encontrado em livrarias. De qualquer forma, é uma boa dica, para lermos sozinhos ou com nossos filhos.

Autor: COSTA, MARCO TULIO
Editora: RECORD
Assunto: LITERATURA INFANTIL
ISBN: 9788501021311
Preço: 23,00

sexta-feira, 24 de julho de 2009

As boas mulheres da China

Contracapa:

"Entre 1989 e 1997, a jornalista Xinran entrevistou mulheres de diferentes idades e condições sociais, a fim de compreender a condição feminina na China moderna. Seu programa de rádio, 'Palavras na brisa noturna', discutia questões sobre as quais poucos ousavam falar, como vida íntima, violência familiar, opressão e homossexualismo. De forma cautelosa e paciente, Xinran colheu inúmeros relatos de mulheres em que predomina a memória da humilhação e do abandono - casamentos forçados, estupros, desilusões amorosas, miséria e preconceito. Nos relatos do livro, a autora possibilita a essas vozes antes silenciadas revelar provações, medos, esperança e uma capacidade de resistência que as permitiu se reerguer e sonhar em meio ao sofrimento extremo."

Eu digo que Xinran consegue fazer bem mais do que isso. Mais do que dar vozes a essas mulheres anônimas, ela nos toca o coração de forma única, nos faz refletir sobre nossas angústias e sofrimentos ocidentais, sobre diferenças culturais e nos proporciona uma viagem gigantesca a essa China tão peculiar.

Ela vai a povoados distantes da China moderna e ilustra a vida e o coração dessas mulheres, assim como o dela também, pois precisa se mudar para Londres, sozinha com seu filho, para poder publicar este livro, que na China seria proibido e ela presa.

Na primeira vez que o li, não havia uma única página que não me arrancasse lágrimas de dor e solidariedade.

Obrigada, Xinran, pela viagem mega-ultra-continental.

Autor: XINRAN
Assunto: CIÊNCIAS SOCIAIS - SOCIOLOGIA
ISBN: 9788535903263
Preço: 45,50

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Algumas frases literárias

"Quando sair daqui, vou levá-la comigo a toda parte, não terei vergonha de você. Não vou criticar seus vestidos, seus modos, seu linguajar, nem mesmo seus assobios. Com o tempo aprendi que o ciúme é sentimento para proclamar de peito aberto, no instante mesmo de sua origem. Porque ao nascer, ele é realmente um sentimento cortês, deve ser logo oferecido à mulher como uma rosa. Senão, no instante seguinte ele se fecha em repolho, e dentro todo o mal fermenta..."
Chico Buarque, Leite Derramado, páginas 61/62.

"Se você soubesse como gosto de suas cheganças, você chegaria correndo todo dia."
Leite Derramado, Chico Buarque.

Felizes são os pais. Insones,madrugadores, boêmios do leite quente dos filhos.
Felizes são os pais que não amam por amar, amam com violência e vontade, vencendo o cansaço, o sono e as dificuldades de estarem sozinhos.
Felizes são os pais sempre interrompidos pelos filhos pequenos bem na hora em que a preliminar aqueceu.
Felizes são os pais que insistem em recomeçar, quando a maioria das pessoas dormiria e desistiria....
Felizes são os pais que acumulam tesão e não deixam nenhuma região da pele sem a cortesia do beijo...
Sexo depois dos filhos, do livro "Canalha", página 58, Fabricio Carpinejar

"Felicidade deveria ser palpável. Uma coisa que pudesse segurar e pôr em algum lugar seguro, como uma caixa com tampa ou uma garrafa com rolha. E, mais tarde então, quando estivesse muito triste, que fosse possível tirar, olhar, sentir, cheirar e ser feliz novamente"
Victoria, Rosamunde Pilcher

"Eis um pequeno fato: Você vai morrer."
A menina que roubava livros

"Lembro-me de que, apesar das centenas de companheiros, me encontrava numa horrível solidão, e acabei, finalmente, por adaptar-me a essa solidão. Moralmente solitário, passava revista a toda minha vida passada; apercebia-me dos mais insignificantes pormenores de tudo; apreciava o meu passado, julgava-me a mim mesmo de maneira implacável e severa e havia até instantes em que dava graças ao destino por me ter deparado aquela solidão, sem a qual não me teria sido possível julgar-me a mim próprio, nem sequer chegar àquele severo exame da minha vida pretérita."
Memórias da Casa dos Mortos, Dostoiévski

“Havia padecido tanto que sua capacidade de sofrer se esgotara.”
O Amante de Lady Chatterley, David Herbert Lawrence

"São as nossas escolhas que revelam o que realmente somos, muito mais do que as nossas qualidades."
"É possível encontrar a felicidade mesmo nas horas mais sombrias, se lembrar de acender a luz."
"A verdade é uma coisa bela e terrível, por isso deve ser tratada com grande cautela."
Frases de Alvo Dumbledore, J. K. Rolling, Série Harry Potter

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Meus amigos

Meus amigos são meu esteio, minha vida.
Com eles me refaço, renasço, cada dia.
Eles são a família que escolhi para seguir comigo minha caminhada.
Amo tanto meus amigos que dói pensar em não estar mais com eles, um dia.

Amigos, aqui vai minha declaração de amor a vocês.

Vocês são um presente precioso, cada um com seu jeito, e amo cada jeito de vocês.
Estarei sempre presente em suas vidas, podem ter certeza.
Com vocês minha estrada é muito mais florida e feliz.

Meu amor por vocês é incondicional. Mesmo. E definitivo.

Um grande beijo cheio de amor, Rê

quinta-feira, 9 de julho de 2009

AGOSTO

Acabei de reler este extraordinário romance com pitadas de realidade. Mês de agosto, 1954, morte do Presidente Getúlio Vargas e vidas paralelas e entrelaçadas.
Rubem Fonseca é mestre nisso. Mistura tudo no mesmo caldeirão e a gente depois vê no que dá. Para mim, o personagem principal chama-se Comissário Mattos, um cara comum, cheio de problemas e conflitos, arrogante e autoritário e inacreditavelmente com uma alma boa e crente.
Como muitos livros que leio, este também me deu a sensação de poder ter tido mais páginas, para que todos os núcleos da história se fechassem adequadamente.
Alguns personagens ficaram no ar, sem fechamento. Acabamos o livro com o pensamento: Mas e o que aconteceu com fulano e com beltrano? Sempre fico me perguntando se isso é proposital, para deixar nossa imaginação vaguear junto com o autor, ou se é erro de continuísmo mesmo, ou melhor, de finalização.
De uma forma ou de outra, Agosto vale sempre a pena ser lido e relido. A palavra de Rubem Fonseca é maravilhosa e a literatura brasileira sempre nos deixa com aquela sensação de familiaridade, as ruas, os lugares conhecidos, é fascinante.
Autor: FONSECA, RUBEM
Assunto: LITERATURA BRASILEIRA
ISBN: 9788535906493
Preço R$ 23,00 (edição de bolso)

terça-feira, 7 de julho de 2009

Despoetizado

Eu gosto desta palavra.

Despoetizado: adj. que se despoetizou, que perdeu a poesia, o encanto, a elevação.

Mas............. (sempre tem um), não penso em perda de encanto nem de elevação. Sei, sei que é o significado da palavra, mas quando leio despoetizar, leio somente uma pequena falta de rebuscamento poético, nunca sem encanto.

Palavra é palavra. Ela já é encantamento, magia e elevação por si, na essência.

(Isso foi somente um passeio ao dicionário, coisa que adoro fazer - procurar por palavras interessantes, aleatoriamente)

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Musiquinha

Eu adoro esse Rodrigo Maranhão!!!

Samba de Um Minuto
Composição: Rodrigo Maranhão

Devagar
Esquece o tempo lá de fora
Devagar
Esqueça a rima que for cara.

Escute o que vou lhe dizer
Um minuto de sua atenção
Com minha dor não se brinca
Já disse que não
Com minha dor não se brinca
Já disse que não.

Devagar, devagar com o andor
Teu santo é de barro e a fonte secou
Já não tens tanta verdade pra dizer
Nem tão pouco mais maldade pra fazer.
E se a dor é de saudade
E a saudade é de matar
Em meu peito a novidade
Vai enfim me libertar.
Devagar...

Névoa Úmida - em parceria - musicada

Escrevi isso. Meu amor leu. Correu ao violão, e transformou em música!!! Com algumas alterações para acertar a métrica! ;)

Preciso falar sobre isso
Lembra-me o final de um ato de amor
Cigarro no canto da sala
Junto aos livros, olhando chover
Pensamentos molhados de saudade e esperança
Solidão e nostalgia
Lembranças de erros cometidos

Pressinto o aconchego de CASA
E CASA aqui, no sentido de paz
Cerveja, amizade e amor
Amigos trazem pra mim

Tudo o que sou
Me faz lembrar de você
Turvo ou saudoso
Nostálgico é.

ECLIPSE

Momento adolescente

Tinha falado que estava rendendo com um livro semana passada, né? Pois bem. Larguei tudo e peguei este terceiro livro da série "Crepúsculo", da minha filha.

Já tinha lido os dois primeiros, e achei um pouco fraco, meio barro, meio tijolo.

E me surpreendi muito ao ler Eclipse. Agora sim, ela pegou o ritmo. Li em 3 dias, e não conseguia parar. O suspense é na medida certa, a trama muito bem elaborada. A-DO-REI!

Ela conseguiu fazer uma história fantástica, cheia de vampiros e lobisomens, num mundo adolescente, com as crises e questões características da fase, e ao mesmo tempo um romance leve, real, em meio a tanta fantasia.

A protagonista é uma moça normal, sem atrativos, que se vê envolvida com um mega-fantástico-lindíssimo rapaz do colégio, vampiro! Nada mais improvável numa cidade esquecida de Washington.

E o suspense para o último livro também é na medida certa. Óbvio que quando lançar, pegarei imediatamente!

Para quem gosta de uma leitura mais leve, este livro é muito bom!

Coleção: TWILIGHT SAGA 3
Autor: MEYER, STEPHENIE
Editora: INTRÍNSECA
Assunto: LITERATURA ESTRANGEIRA - FICÇÃO DE TERROR
ISBN: 9780316160209
Preço: 39,90

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Esquentando os tamborins

Me perdoem, meus amigos, mas, pra esquentar os tamborins da leveza, preciso postar novamente uma trilha sonora.
Anteriormente, a coloquei para homenagear e explicitar minha felicidade com a volta do grande amor.

Agora, posto para dizer que estou caminhando para voltar... para mim mesma.

Tudo isso não é somente um voltar, mas um passo para mim. Caminhando devagar, consigo aos poucos afugentar a tristeza e começar a pensar com mais clareza. Uma hora conseguirei. Outro dia li a expressão "com um sorriso na voz" e, auditiva como sou, foi uma das coisas mais belas que ouvi. Quero poder voltar a falar com um "sorriso na voz".

Estava pensando ontem que, quando chegar o momento da idéia brilhante pensarei assim: "Como foi que não pensei nisso antes!!! Estava bem debaixo do meu nariz!" Humpf. Tomara que ela esteja logo chegando. Enquanto isso, vou voltando para mim, para poder estar inteira quando acontecer.
Tô Voltando
Pode ir armando o coreto
E preparando aquele feijão preto
Eu tô voltando
Põe meia dúzia de Brahma pra gelar (meia dúzia???? hum... sei não...)
Muda a roupa de cama
Eu tô voltando
Leva o chinelo pra sala de jantar
Que é lá mesmo que a mala eu vou largar
Quero te abraçar, pode se perfumar
Porque eu tô voltando
Dá uma geral, faz um bom defumador
Enche a casa de flor
Que eu tô voltando
Pega uma praia, aproveita, tá calor
Vai pegando uma cor
Que eu tô voltando
Faz um cabelo bonito pra eu notar
Que eu só quero mesmo é despentear
Quero te agarrar
Pode se preparar porque eu tô voltando
Põe pra tocar na vitrola aquele som
Estréia uma camisola
Eu tô voltando
Dá folga pra empregada
Manda a criançada pra casa da avó
Que eu to voltando
Diz que eu só volto amanhã se alguém chamar
Telefone não deixa nem tocar
Quero lá, lá, lá, ia, porque eu to voltando!

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Helicopterizando

Gostaria imensamente de sair de mim...
Sair mesmo, retirar do meu corpo cansado esta alma aflita, energia densa.
Pairar acima das nuves.
Subir, subir, até estar em uma altura onde, além de poder enxergar o limbo onde me encontro, ver também um pouco de luz.
Estar de saco cheio de si mesmo é um troço terrivelmente cansativo e constrangedor.
Nos faz pensar o que quem nos rodeia está sentindo, afinal, tendemos à auto-benevolência.

Falei antes que precisava correr da N. S. do Silêncio, mas acho mais sábio continuar rezando por ela, para dar um basta na circulação de energia opressora.

Como disse meu amigo poeta, chega de tristezura. Procurarei, a partir de agora, palavrear somente belas letras. E o ar ficará mais leve. E conseguirei respirar novamente. E não trarei preocupações a quem amo e me ama.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Nossa Senhora do Silêncio

Minha mãe sempre diz que vive rezando para Nossa Senhora do Silêncio, para conseguir, um pouco a cada dia, se calar.

Que coisa! Eu preciso fugir dessa Santa!!!

Falta de ar


Certa vez ouvi alguém dizer que os aquarianos, quando sentem qualquer tipo de dor ou angústia, têm falta de ar real, própria dos signos de ar.

Minha falta de ar sufocante tem período e horário, de segunda à sexta, das 8 às 17 horas.

Dor, dor, dor.
Taquicardia.
Falta de perspectiva no fim do túnel.
Ar denso, que não deixa respirar.
Resumindo: palavrassufocada.

Ah... que fazer nessas horas? Como mudar tudo isso? Como conseguir, sem ar, lucidez suficiente para clarear a mente?
É como um sufocamento de afogamento. Estou no fundo do mar e quando olho pra cima, não vejo a luz do sol, no céu.
"Passa nuvem negra
Rasga o dia
E vê se leva o mal que me arrasou
Pra que não faça sofrer mais ninguém"
Ou é a tal nuvem, ou estou muito fundo mesmo.
Passa logo, nuvem, por favor, ou irei sucumbir.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Palavrassentida

Não vou mais colocar hífen nas minhas palavras e suas decorrências...
De agora em diante, em protesto às novas regras do escrever errado, minhas palavras serão: Palavralida
Palavraescrita
Palavraouvida
Palavracantada
Palavrassentida e assim por diante...

Minha palavralida anda um pouco muda e preciso confessar o motivo: estou rendendo meu livro, me arrastando com ele e me sentindo arrastada por ele. Mas vai acabar, e retornarei por aqui.

Minha palavrassentida é que me traz aqui, às vezes. Então, para homenageá-la, cá estou.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Pergunta

Seria eu?
Letra e música: Fhernanda Fernandes e Julio Zartos


Ah, eu sei,
E sempre soube que iria te encontrar.
E sei mais.
Este encontro não me deixa questionar!

É você a vida que sonhei prá mim.
Não vou deixar o mundo escolher por mim!

Aprendi,
Que não basta só fingir acreditar.
O amor,
Só acontece se a gente conjugar.

Amor com liberdade de ficar.
Planos com o desejo de ser feliz!

Seria eu, tudo o que você queria tanto?
Seria mesmo eu, quem você procurava tanto?
Eu quero saber!

Eu sei o que sei.
Agora me diz você. Preciso saber!

Resposta

Se você quer saber

Se você quer saber
Meu amor
Vou te dizer

Minha vida estava adormecida até você chegar
E quando foi embora deixou um vazio sem fim.

Meu paraíso é você,
Livros, conversas
Nosso cantinho e nossa cerveja
É todo o nosso prazer

Se você quer saber, eu te digo, meu amor
Te amo, te amo, te amo.
E não quero mais a sua ausência.

Adormecer em seus braços
é como estar em contato
com minha mais pura essência.

Você precisa saber
Do amor, meu coração,
Que transborda e difunde
Toda minha emoção

Saiba agora, você voltou
E me fez renascer
Ressurgiu em mim o mais puro amor.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

O JOGO DO ANJO

Humpf... inacreditavelmente não gostei deste livro.

Inacreditavelmente porque a primeira vez que li A Sombra do Vento, do mesmo autor, corri à livraria onde trabalhava para pesquisar qualquer outro título do Carlos Zafon, mas, na época, ainda não existiam outras traduções dele.

Fiquei aguardando ansiosamente por uma publicação em português de outro livro dele e quando saiu O Jogo do Anjo, corri para comprar.

O livro tem tudo para ser fantástico. Contém o suspense na medida certa, característica maravilhosa do autor, mas... ele se perde do meio para o fim.

Temos uma sensação de "ih! perdi que pedaço?" que é incômoda. Os insistentes continuarão na esperança de tudo se explicar mais adiante, mas que nada! Só nos resta elucubrar, confusa e fantasiosamente, quem é quem, onde está Wally, ou seja, o Anjo (que na verdade é um demônio), e tentar, no fim de tudo, tirar as próprias conclusões.

O lado bom é a sensação de familiaridade. A livraria do Sr. Sempre, o Cemitério dos Livros esquecidos, o próprio timbre do autor. Isso é bom. Mas todo esse contexto adicionado à uma história maravilhosa, só mesmo em A Sombra do Vento.

O Jogo do Anjo, para ser um ótimo livro, teria que ter no mínimo mais umas duzentas páginas de história, explicações, esclarecimentos.

Autor: RUIZ ZAFON, CARLOS
Editora: SUMA DAS LETRAS
Assunto: LITERATURA ESTRANGEIRA - ROMANCE
ISBN: 9788560280308
Páginas: 416
Preço: 42,90

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Quem tem uma Sia? Eu tenho!


"Borboleta, quero ouvir as tuas vozes. Cadê? Cadê? Te amo." (Sia)

A mudez está indo embora, Sia. Aos poucos minhas vozes vão saindo, tá?

Obrigada por sempre me incentivar a desbalizar essas vozes, sempre tão presas. Também te amo.

Névoa úmida

Preciso falar sobre isso.
Lembra-me o final de um ato de amor.
Cigarro no canto da sala, junto aos livros, olhando a chuva lá fora.
Pensamentos molhados de saudade e esperança.
Solidão e nostalgia.
Lembranças de erros cometidos.
Aconchego de CASA.
E CASA aqui, no sentido de paz, amizade e amor.
Cerveja trazida por amigos.
Livros, música e incenso.
Tudo que é nostálgico, turvo ou saudoso.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

O JARDIM

"Eu não quero mais mentir
Usar espinhos que só causam dor
Eu não enxergo mais o inferno que me atraiu
Dos cegos do castelo me despeço e vou
A pé até encontrar
Um caminho, o lugar
Pro que eu sou
Eu não quero mais dormir
De olhos abertos me esquenta o sol
Eu não espero que um revólver venha explodir
Na minha testa se anunciou
A pé a fé devagar
Foge o destino do azar
Que restou
E se você puder me olhar
E se você quiser me achar
E se você trouxer o seu lar
Eu vou cuidar, eu cuidarei dele
Eu vou cuidar
Do seu jardim
Eu vou cuidar, eu cuidarei muito bem dele
Eu vou cuidar
Eu cuidarei do seu jantar
Do céu e do mar, e de você e de mim"
==================
Pra você, meu amor. Usando de licença poético-nominal do seu blog.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Amigo é CASA


Amigo é Casa
Zélia Duncan
Composição: Capiba / Hermínio Bello De Carvalho

Amigo é feito casa que se faz aos poucos
e com paciência pra durar pra sempre
Mas é preciso ter muito tijolo e terra
preparar reboco, construir tramelas
Usar a sapiência de um João-de-barro
que constrói com arte a sua residência
há que o alicerce seja muito resistente
que às chuvas e aos ventos possa então a proteger

E há que fincar muito jequitibá
e vigas de jatobá
e adubar o jardim e plantar muita flor toiceiras de resedás
não falte um caramanchão pros tempos idos lembrar
que os cabelos brancos vão surgindo
Que nem mato na roceira
que mal dá pra capinar
e há que ver os pés de manacá
cheinhos de sabiás
sabendo que os rouxinóis vão trazer arrebóis
choro de imaginar!
pra festa da cumieira não faltem os violões!
muito milho ardendo na fogueira
e quentão farto em gengibre
aquecendo os corações

A casa é amizade construída aos poucos
e que a gente quer com beira e tribeira
Com gelosia feita de matéria rara
e altas platibandas, com portão bem largo
que é pra se entrar sorrindo
nas horas incertas
sem fazer alarde, sem causar transtorno
Amigo que é amigo quando quer estar presente
faz-se quase transparente sem deixar-se perceber

Amigo é pra ficar, se chegar, se achegar,
se abraçar, se beijar, se louvar, bendizer
Amigo a gente acolhe, recolhe e agasalha
e oferece lugar pra dormir e comer
Amigo que é amigo não puxa tapete
oferece pra gente o melhor que tem e o que nem tem
quando não tem, finge que tem,
faz o que pode e o seu coração reparte que nem pão.

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Casa é acolhida. Conforto. Reconhecimento. É segurança. Cuidado. Amor incondicional. Amigo é casa quando diz: "Você não está sozinho. Nunca mais sozinho." É quando se junta à fada madrinha e juntos fazem mágica.
E quando você pensa que tudo é turvo, ele vem com águas límpidas, daquelas que a gente enxerga os pés lá no fundo, que mostram a sombra do barco, como se ele estivesse flutuando.

Há que se agradecer sempre, aos céus, à vida, quando se tem um amigo assim. Que se faz quase transparente, sem deixar-se perceber, e faz casa à nossa volta.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Luta

"Cantar a beleza de ser um eterno aprendiz..."

Dia cheio. Ela luta muito. Mata um leão por dia. Se desespera quando não vê saída imediata.
Filhos. Amor sem fim. Trabalho ininterrupto. Preocupação constante. Solidão. Mas (sempre tem um "mas"), quando tudo parece acabado, derrotado, a vida a presenteia com alguma novidade boa.

Hoje é dia de agradecer. A Deus, a ela, a quem a ama.

Outro trecho musical maravilhoso:

"Quando chega o fim da linha e já não há aonde ir
Num passe de mágica a vida nos traz sonhos pra seguir
Queima meus navios, vem me superar
Às vezes pedindo que ela vem nos dar o melhor de si"

Honestidade, amor aos filhos, luta constante. Nada disso é passado despercebido pelo lá de cima.

Hoje é dia de agradecer. A Deus, a ela, a quem a ama.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Duas trilhas... sonoras...

Tô Voltando
Simone
Composição: Paulo César Pinheiro e Maurício Tapajós

Pode ir armando o coreto
E preparando aquele feijão preto
Eu tô voltando
Põe meia dúzia de Brahma pra gelar
Muda a roupa de cama
Eu tô voltando
Leva o chinelo pra sala de jantar
Que é lá mesmo que a mala eu vou largar
Quero te abraçar, pode se perfumar
Porque eu tô voltando

Dá uma geral, faz um bom defumador
Enche a casa de flor
Que eu tô voltando
Pega uma praia, aproveita, tá calor
Vai pegando uma cor
Que eu tô voltando
Faz um cabelo bonito pra eu notar
Que eu só quero mesmo é despentear
Quero te agarrar
Pode se preparar porque eu tô voltando

Põe pra tocar na vitrola aquele som
Estréia uma camisola
Eu tô voltando
Dá folga pra empregada
Manda a criançada pra casa da avó
Que eu to voltando
Diz que eu só volto amanhã se alguém chamar
Telefone não deixa nem tocar
Quero lá, lá, lá, ia, porque eu to voltando!

Ainda Bem
Vanessa Da Mata
Composição: Liminha/Vanessa da Mata

Ainda bem
Que você vive comigo
Porque senão
Como seria esta vida?
Sei lá, sei lá

Nos dias frios em que nós estamos juntos
Nos abraçamos sob o nosso conforto
De amar, de amar

Se há dores tudo fica mais fácil
Seu rosto silencia e faz parar
As flores que me manda são fato
Do nosso cuidado e entrega
Meus beijos sem os seus não dariam
Os dias chegariam sem paixão
Meu corpo sem o seu uma parte
Seria o acaso e não sorte

Nesse mundo de tantos amores
Entre tantos outros
Que sorte a nossa hein?
Entre tantas paixões
Esse encontro
Nós dois, esse amor.

Entre tantos outros
Entre tantos anos
Que sorte a nossa hein?
Entre tantas paixões
Esse encontro
Nós dois, esse amor
Entre tantas paixões
Esse encontro
Nós dois, esse amor.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Força-Potência

Reflexão... (com cortes de censura)

Acho que pode ser chamada força-potência. É como força-tarefa ou força-estratégia.
(A nova regra gramatical ainda me permite estes hífens? Se não permitir, vira palavrainventada.)
O que nos faz causar devastações? O que faz mexer com a energia alheia? Causa-efeito, Verdade-consequência, choques da vida.
A etapa agora é outra. Mais um passo dado rumo ao desconhecido. Ser feliz é a palavra de ordem.
Amadurecimento. Outra palavra importante. O furacão passou e deixou várias lições de vida.
Se alguém ler esta palavralida poderá fazer dela palavrasonhada, palavraouvida, palavrachorada ou palavranãoentendida.
A mente aquariana não tem muito sentido de individualidade, de unidade. Talvez esta tenha sido uma das lições. O coletivo às vezes é prejudicial, principalmente em momentos-limite.
A calmaria, paz, o afeto e o carinho desinteressado teve aos olhos do mundo efeito contrário e, inacreditavelmente, manteve intacto o interior.
É muito importante:
- agradecer os momentos;
- perceber a experiência;
- entender as diversas reações;
- desculpar pelas feridas causadas; e
- seguir adiante.
Fique sempre bem. É o que desejo. A mim, a você e a todos.

DEFINIÇÕES - Só pra esclarecer


Julgamento
1 Ação ou resultado de julgar, de formar opinião sobre algo

2 Jur. Processo de apreciação e decisão de uma questão levada a um juizado

3 Jur. Sessão em que se realiza esse processo; AUDIÊNCIA: Depois do recesso, o julgamento passará à fase final.

4 Jur. A decisão final de um juiz ou de um júri; DELIBERAÇÃO; SENTENÇA; VEREDICTO.: O julgamento foi favorável ao réu.
[F.: julgar + -mento]
Julgamento prejudicial
1 Bras. Jur. No processo civil, aquele prévio da ação penal, e que pode prejudicar a ação reparatória do dano causado pelo crime em julgamento. Tb. apenas prejudicial

Hum... Bem.... A palavra definitivamente está errada, depois de lidas as definições. Passemos à outra:

Preconceito
1 Opinião ou idéia preconcebida sobre algo ou alguém, sem conhecimento ou reflexão; PREJULGAMENTO: "...existia algo no mundo que tornasse compulsório ou indispensável ter uma vocação? Positivamente não, trata-se de um mero preconceito." (João Ubaldo, Diário do farol.)

2 Atitude genérica de discriminação ou rejeição de pessoas, grupos, idéias etc., em relação a sexo, raça, nacionalidade, religião etc. (preconceito racial); INTOLERÂNCIA

3 Idéia ou juízo fundado em crendices e superstições; CISMA: Era um homem cheio de preconceitos irracionais.
[F.: pré - + conceito]

Ah! Sim... Prejulgamento. Uma palavra fundida na outra.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Palavraouvida

"Que a vida é mesmo coisa muito frágil, uma bobagem, uma irrelevância..."


O que confunde tudo, atrapalha mesmo, são os valores distintos das pessoas. Lidar com valores alheios é complicado, a não ser que tenhamos evolução suficiente para aceitá-los, sem julgamentos. Ops! Já aprendi: prejulgamentos. Palavra errada é proibido!

Beijos

Um pouco de música

Onde Deus Possa Me Ouvir
Vander Lee

Sabe o que eu queria agora, meu bem...?
Sair chegar lá fora e encontrar alguém
Que não me dissesse nada
Não me perguntasse nada também
Que me oferecesse um colo ou um ombro
Onde eu desaguasse todo desengano

Mas a vida anda louca
As pessoas andam tristes
Meus amigos são amigos de ninguém.

Sabe o que eu mais quero agora, meu amor?
Morar no interior do meu interior
Pra entender porque se agridem
Se empurram pro abismo
Se debatem, se combatem sem saber

Meu amor...
Deixa eu chorar até cansar
Me leve pra qualquer lugar
Aonde Deus possa me ouvir

Minha dor...
Eu não consigo compreender
Eu quero algo pra beber
Me deixe aqui pode sair.
Adeus...
=============
Esta dispensa palavras...

Campanha pela vida

Campanha pela vida - cada um cuida da sua - PARTICIPE!
Adorei!

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

OS IRMÃOS KARAMÁZOV


Ele sempre... o melhor. Dostoievski nos brinda aqui com sua obra-prima, sem dúvida. Narra a saga de três irmãos absolutamente diferentes na superfície, mas com a raiz paterna entranhada em sua essência, mostrando assim formas de dicotomia na natureza humana.

O texto denso de Dostoievski chega a ser absurdo neste livro. Personagens simples, com questões distintas, conseguem ser de uma complexidade individual total, mas sempre com o "temperamento e sangue karamazoviano" como elo do início ao fim.

Aliás, todos os personagens têm papel preponderante e conseguimos vislumbrá-los com clareza. A temática religiosa está presente o tempo inteiro, evidenciando o conhecimento profundo e fé católica do autor.

Ler Irmãos Karamázov é passear no centro do humano.
Tradutor: BEZERRA, PAULO
Ilustrador: BOSCOLO, ULYSSES
Autor: DOSTOIEVSKI, FIODOR
Editora: EDITORA 34
Assunto: LITERATURA ESTRANGEIRA - ROMANCE
Preço: 98,00
2 VOLUMES

Beijos!

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Vírgula

Pronto. Agora estou absolutamente preenchida. Ganhei um lindo poema, da minha querida amiga Mariana, feito por ela pensando em mim.

Vírgula

Não me toca.
Não se atreva, não fala.
Não pergunta.
Principalmente,
não provoca.
Estou em carne viva.

Não me toca.
Não me cobra, pára.
Não assunta.
Pacientemente,
me reserva.
Estou, em carne, viva.

Não me toca!
Não se move, não sai!
Não disjunta...
Secretamente,
me degusta.
Estou em carne, viva.

Beijo, minha querida!

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

A explicadora do desencarceramento

Você já teve alguém na vida, um amigo, amante, alguém da família que põe a palavra pra fora por você? Alguém que sabe o que você pensa-mas-não-fala, e expõe o verbo pra te aliviar? Meu amigo, isso não tem preço. Espero muito que um dia você encontre essa pessoa. Coloco aqui um texto feito por um ser humano sensível e inacreditavelmente afinado com meus pensamentos e sentimentos.
(texto produzido em uma quinta-feira - 12 de junho de 2008)

Blá blá blá
(Sylvia Araújo)

Não gosto que me sinalizem que não faço sentido - posso não fazer pra você, mas aqui dentro, cada coisa tem seu cativo lugar, sim, senhor!
Não gosto que ignorem meu coração.
Não gosto que desrespeitem meus sentimentos.
- Procure ouvir mais, compreender mais, julgar menos. Dica das boas! ;o)

Blá, blá, blá quem faz é vácuo. E eu sou cheia, meu bem: de vida, de arte, de fôlego - Corro maratona de pensamento e pulo obstáculos como ninguém! (É bom acreditar. Humrum)

Blá blá blá é coisa nenhuma, é desimportância, desadereçamento. E eu, ainda bem, hoje sei que sou alguém, chéri!
Tô cansada de tanto encarcerar o verbo!
- Revolução, já!

Da arte de desencarcerar o verbo

Começou há pouco. Pouco menos que 1 ano.
Para alguém introspectivo, que silencia suas mais íntimas questões, o desencarceramento é um passo enorme. Não. É um salto em queda livre.

Mudar o status "mudez" para "desencarceramento de verbo" custa muita coisa. Insônia, falta de fome, muitas dores de cabeça. Mas quando se consegue, a sensação de liberdade é avassaladora.

E olha que ainda não sou expert nessa arte. A modalidade ainda me custa uns engasgos. Mas aos poucos, devagar, o verbo vai se desencarcerando, primeiro numa gagueira só, depois a palavra vai tomando forma.

Percebo que o melhor de tudo é adequar o desencarceramento à serenidade, ou seja, saber usar a palavra com temperança.

Agradeço, tanto à pessoa que me ensinou a usar o verbo quanto à que me obrigou a desencarcerar.

Beijos!