sexta-feira, 19 de junho de 2009

Musiquinha

Eu adoro esse Rodrigo Maranhão!!!

Samba de Um Minuto
Composição: Rodrigo Maranhão

Devagar
Esquece o tempo lá de fora
Devagar
Esqueça a rima que for cara.

Escute o que vou lhe dizer
Um minuto de sua atenção
Com minha dor não se brinca
Já disse que não
Com minha dor não se brinca
Já disse que não.

Devagar, devagar com o andor
Teu santo é de barro e a fonte secou
Já não tens tanta verdade pra dizer
Nem tão pouco mais maldade pra fazer.
E se a dor é de saudade
E a saudade é de matar
Em meu peito a novidade
Vai enfim me libertar.
Devagar...

Névoa Úmida - em parceria - musicada

Escrevi isso. Meu amor leu. Correu ao violão, e transformou em música!!! Com algumas alterações para acertar a métrica! ;)

Preciso falar sobre isso
Lembra-me o final de um ato de amor
Cigarro no canto da sala
Junto aos livros, olhando chover
Pensamentos molhados de saudade e esperança
Solidão e nostalgia
Lembranças de erros cometidos

Pressinto o aconchego de CASA
E CASA aqui, no sentido de paz
Cerveja, amizade e amor
Amigos trazem pra mim

Tudo o que sou
Me faz lembrar de você
Turvo ou saudoso
Nostálgico é.

ECLIPSE

Momento adolescente

Tinha falado que estava rendendo com um livro semana passada, né? Pois bem. Larguei tudo e peguei este terceiro livro da série "Crepúsculo", da minha filha.

Já tinha lido os dois primeiros, e achei um pouco fraco, meio barro, meio tijolo.

E me surpreendi muito ao ler Eclipse. Agora sim, ela pegou o ritmo. Li em 3 dias, e não conseguia parar. O suspense é na medida certa, a trama muito bem elaborada. A-DO-REI!

Ela conseguiu fazer uma história fantástica, cheia de vampiros e lobisomens, num mundo adolescente, com as crises e questões características da fase, e ao mesmo tempo um romance leve, real, em meio a tanta fantasia.

A protagonista é uma moça normal, sem atrativos, que se vê envolvida com um mega-fantástico-lindíssimo rapaz do colégio, vampiro! Nada mais improvável numa cidade esquecida de Washington.

E o suspense para o último livro também é na medida certa. Óbvio que quando lançar, pegarei imediatamente!

Para quem gosta de uma leitura mais leve, este livro é muito bom!

Coleção: TWILIGHT SAGA 3
Autor: MEYER, STEPHENIE
Editora: INTRÍNSECA
Assunto: LITERATURA ESTRANGEIRA - FICÇÃO DE TERROR
ISBN: 9780316160209
Preço: 39,90

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Esquentando os tamborins

Me perdoem, meus amigos, mas, pra esquentar os tamborins da leveza, preciso postar novamente uma trilha sonora.
Anteriormente, a coloquei para homenagear e explicitar minha felicidade com a volta do grande amor.

Agora, posto para dizer que estou caminhando para voltar... para mim mesma.

Tudo isso não é somente um voltar, mas um passo para mim. Caminhando devagar, consigo aos poucos afugentar a tristeza e começar a pensar com mais clareza. Uma hora conseguirei. Outro dia li a expressão "com um sorriso na voz" e, auditiva como sou, foi uma das coisas mais belas que ouvi. Quero poder voltar a falar com um "sorriso na voz".

Estava pensando ontem que, quando chegar o momento da idéia brilhante pensarei assim: "Como foi que não pensei nisso antes!!! Estava bem debaixo do meu nariz!" Humpf. Tomara que ela esteja logo chegando. Enquanto isso, vou voltando para mim, para poder estar inteira quando acontecer.
Tô Voltando
Pode ir armando o coreto
E preparando aquele feijão preto
Eu tô voltando
Põe meia dúzia de Brahma pra gelar (meia dúzia???? hum... sei não...)
Muda a roupa de cama
Eu tô voltando
Leva o chinelo pra sala de jantar
Que é lá mesmo que a mala eu vou largar
Quero te abraçar, pode se perfumar
Porque eu tô voltando
Dá uma geral, faz um bom defumador
Enche a casa de flor
Que eu tô voltando
Pega uma praia, aproveita, tá calor
Vai pegando uma cor
Que eu tô voltando
Faz um cabelo bonito pra eu notar
Que eu só quero mesmo é despentear
Quero te agarrar
Pode se preparar porque eu tô voltando
Põe pra tocar na vitrola aquele som
Estréia uma camisola
Eu tô voltando
Dá folga pra empregada
Manda a criançada pra casa da avó
Que eu to voltando
Diz que eu só volto amanhã se alguém chamar
Telefone não deixa nem tocar
Quero lá, lá, lá, ia, porque eu to voltando!

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Helicopterizando

Gostaria imensamente de sair de mim...
Sair mesmo, retirar do meu corpo cansado esta alma aflita, energia densa.
Pairar acima das nuves.
Subir, subir, até estar em uma altura onde, além de poder enxergar o limbo onde me encontro, ver também um pouco de luz.
Estar de saco cheio de si mesmo é um troço terrivelmente cansativo e constrangedor.
Nos faz pensar o que quem nos rodeia está sentindo, afinal, tendemos à auto-benevolência.

Falei antes que precisava correr da N. S. do Silêncio, mas acho mais sábio continuar rezando por ela, para dar um basta na circulação de energia opressora.

Como disse meu amigo poeta, chega de tristezura. Procurarei, a partir de agora, palavrear somente belas letras. E o ar ficará mais leve. E conseguirei respirar novamente. E não trarei preocupações a quem amo e me ama.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Nossa Senhora do Silêncio

Minha mãe sempre diz que vive rezando para Nossa Senhora do Silêncio, para conseguir, um pouco a cada dia, se calar.

Que coisa! Eu preciso fugir dessa Santa!!!

Falta de ar


Certa vez ouvi alguém dizer que os aquarianos, quando sentem qualquer tipo de dor ou angústia, têm falta de ar real, própria dos signos de ar.

Minha falta de ar sufocante tem período e horário, de segunda à sexta, das 8 às 17 horas.

Dor, dor, dor.
Taquicardia.
Falta de perspectiva no fim do túnel.
Ar denso, que não deixa respirar.
Resumindo: palavrassufocada.

Ah... que fazer nessas horas? Como mudar tudo isso? Como conseguir, sem ar, lucidez suficiente para clarear a mente?
É como um sufocamento de afogamento. Estou no fundo do mar e quando olho pra cima, não vejo a luz do sol, no céu.
"Passa nuvem negra
Rasga o dia
E vê se leva o mal que me arrasou
Pra que não faça sofrer mais ninguém"
Ou é a tal nuvem, ou estou muito fundo mesmo.
Passa logo, nuvem, por favor, ou irei sucumbir.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Palavrassentida

Não vou mais colocar hífen nas minhas palavras e suas decorrências...
De agora em diante, em protesto às novas regras do escrever errado, minhas palavras serão: Palavralida
Palavraescrita
Palavraouvida
Palavracantada
Palavrassentida e assim por diante...

Minha palavralida anda um pouco muda e preciso confessar o motivo: estou rendendo meu livro, me arrastando com ele e me sentindo arrastada por ele. Mas vai acabar, e retornarei por aqui.

Minha palavrassentida é que me traz aqui, às vezes. Então, para homenageá-la, cá estou.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Pergunta

Seria eu?
Letra e música: Fhernanda Fernandes e Julio Zartos


Ah, eu sei,
E sempre soube que iria te encontrar.
E sei mais.
Este encontro não me deixa questionar!

É você a vida que sonhei prá mim.
Não vou deixar o mundo escolher por mim!

Aprendi,
Que não basta só fingir acreditar.
O amor,
Só acontece se a gente conjugar.

Amor com liberdade de ficar.
Planos com o desejo de ser feliz!

Seria eu, tudo o que você queria tanto?
Seria mesmo eu, quem você procurava tanto?
Eu quero saber!

Eu sei o que sei.
Agora me diz você. Preciso saber!

Resposta

Se você quer saber

Se você quer saber
Meu amor
Vou te dizer

Minha vida estava adormecida até você chegar
E quando foi embora deixou um vazio sem fim.

Meu paraíso é você,
Livros, conversas
Nosso cantinho e nossa cerveja
É todo o nosso prazer

Se você quer saber, eu te digo, meu amor
Te amo, te amo, te amo.
E não quero mais a sua ausência.

Adormecer em seus braços
é como estar em contato
com minha mais pura essência.

Você precisa saber
Do amor, meu coração,
Que transborda e difunde
Toda minha emoção

Saiba agora, você voltou
E me fez renascer
Ressurgiu em mim o mais puro amor.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

O JOGO DO ANJO

Humpf... inacreditavelmente não gostei deste livro.

Inacreditavelmente porque a primeira vez que li A Sombra do Vento, do mesmo autor, corri à livraria onde trabalhava para pesquisar qualquer outro título do Carlos Zafon, mas, na época, ainda não existiam outras traduções dele.

Fiquei aguardando ansiosamente por uma publicação em português de outro livro dele e quando saiu O Jogo do Anjo, corri para comprar.

O livro tem tudo para ser fantástico. Contém o suspense na medida certa, característica maravilhosa do autor, mas... ele se perde do meio para o fim.

Temos uma sensação de "ih! perdi que pedaço?" que é incômoda. Os insistentes continuarão na esperança de tudo se explicar mais adiante, mas que nada! Só nos resta elucubrar, confusa e fantasiosamente, quem é quem, onde está Wally, ou seja, o Anjo (que na verdade é um demônio), e tentar, no fim de tudo, tirar as próprias conclusões.

O lado bom é a sensação de familiaridade. A livraria do Sr. Sempre, o Cemitério dos Livros esquecidos, o próprio timbre do autor. Isso é bom. Mas todo esse contexto adicionado à uma história maravilhosa, só mesmo em A Sombra do Vento.

O Jogo do Anjo, para ser um ótimo livro, teria que ter no mínimo mais umas duzentas páginas de história, explicações, esclarecimentos.

Autor: RUIZ ZAFON, CARLOS
Editora: SUMA DAS LETRAS
Assunto: LITERATURA ESTRANGEIRA - ROMANCE
ISBN: 9788560280308
Páginas: 416
Preço: 42,90

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Quem tem uma Sia? Eu tenho!


"Borboleta, quero ouvir as tuas vozes. Cadê? Cadê? Te amo." (Sia)

A mudez está indo embora, Sia. Aos poucos minhas vozes vão saindo, tá?

Obrigada por sempre me incentivar a desbalizar essas vozes, sempre tão presas. Também te amo.

Névoa úmida

Preciso falar sobre isso.
Lembra-me o final de um ato de amor.
Cigarro no canto da sala, junto aos livros, olhando a chuva lá fora.
Pensamentos molhados de saudade e esperança.
Solidão e nostalgia.
Lembranças de erros cometidos.
Aconchego de CASA.
E CASA aqui, no sentido de paz, amizade e amor.
Cerveja trazida por amigos.
Livros, música e incenso.
Tudo que é nostálgico, turvo ou saudoso.