quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Felicidade relativa, ou melhor, individual

Recebi este texto de uma grande amiga e achei tão bonito que quis dividir:

Se tudo na vida é relativo, relativa também é a idéia que cada um faz da felicidade.
Para uns, felicidade é dinheiro no bolso, cerveja na geladeira, roupa nova no armário.
Para outros a felicidade representa o sucesso, a carreira brilhante, o simples fato de se achar importante (ainda que na verdade as coisas não sejam bem assim).
Para outros tantos, ser feliz é conhecer o mundo, ter um conhecimento profundo das coisas da terra e do ar.

Mas para mim, ser feliz é diferente.
Ser feliz é ser gente, é ter vida, que como dizia o poeta: "E bonita..."
Felicidade é a família reunida, é viver sem chegada, sem partida, é sonhar, é chorar, é sorrir...

Felicidade é viver cercado de amor, é plantar amizade, é o calor do abraço daquele amigo, que mesmo distante, lembrou de dizer: "Alô".

Ser feliz, é acordar às cinco da matina, depois de ter ido dormir às três da madrugada, com sono e pra lá de cansado, só pra dar uma pontinha da cama para o filho dormir.

Ser feliz é ter violetas na janela, é chá de maçã com canela, é pipoca na panela, é um CD para esquentar o coração.

Ser feliz é curtir sol radiante Frio aconchegante, Chuvinha ou temporal. Ser feliz é enxergar o outro (E sabe lá quantos outros, que cruzam nossa estrada). Ser feliz é fazer da vida, Uma grande aventura, A maior loucura, um enorme prazer...

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

O código Aleijadinho

Adorei! Meu antigo colega Travesso - ops, quis dizer, da Travessa - Leandro Muller, escreveu este thriller super envolvente. Li em 2 dias. Quer dizer, duas noites. O gancho com título Código Da Vinci chama atenção de cara e ele até brinca com isso no meio do livro, num diálogo em que a parceira do mocinho pergunta se ele está se achando "Robert Langdon".
Só que o código agora é brasileiro, brasileiríssimo, em que Aleijadinho e seus doze profetas de pedra fazem parte de uma conspiração confidente, que tem por objetivo manter um segredo guardado a sete chaves, ou melhor, "a doze obras de arte".
O que há em comum entre a descoberta do Brasil, Inconfidência Mineira, Jesus Cristo e Buda? Aleijadinho conhecia o segredo e precisou de toda sua genialidade para protegê-lo dos Rebeldes Eternos. Rá! Gostou, né? É um livro de suspense e eu não vou estragar tudo contando a história.
Recomendadíssimo.
Parabéns, Leandro!

Autor: MULLER, LEANDRO
Editora: GARAMOND
Assunto: LITERATURA BRASILEIRA
ISBN: 9788576170945
Preço: 29,90

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Anjos caídos

É... li há algum tempo, reli esta semana, mas continuo achando morno...
Insisti porque a autora é a mesma de Moça com Brinco de Pérola, mas não consegui ver uma ponte entre as duas leituras, é como se fossem duas autoras diferentes. Não sei ainda se isso é mérito ou demérito.

O que achei interessante neste livro é que todos os personagens têm fala própria. Então conseguimos olhar a história de todos os ângulos. Duas famílias bem diferentes começam a se relacionar depois que as crianças ficam amigas. Tem um pouco de mistério, tragédia, dor. As frustrações vêm à tona em todos os envolvidos na trama.

Tá. Interessante. Mas só um pouquinho!

Autor: CHEVALIER, TRACY
Editora: BERTRAND BRASIL
Assunto: LITERATURA ESTRANGEIRA - ROMANCES
ISBN: 9788528609974
Preço: 43,00

Bjs;

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Memórias de um diabo de garrafa

Pronto. Concluído. Infelizmente concluído, diga-se de passagem. Chego a arriscar perigosamente que foi o melhor livro que já me caiu em mãos.

Confesso que ando meio "sebenta"... ou "sebosa"?? rsrs Quero dizer que ultimamente ando postando aqui livros que infelizmente só são encontrados em sebos. Peço desculpas e prometo que tentarei que o próximo seja um super-lançamento, de preferência ainda no prelo!

Mas (sempre tem um), Memórias de um diabo de garrafa merece ser procurado, rastreado, se for o caso, e lido. Lido não, devorado! Pois é isso que acontece quando ele cai em suas mãos. Obra e arte de Alexandre Raposo que escreveu uma obra riquíssima que envolve arte, grandes figuras que deixaram marcas desde o século XVI até os dias de hoje!

Ilustres ou não, Giacomo, nosso querido diabinho de garrafa, nos leva a uma série de aventuras contadas de forma inteligentíssima, divertida e bela. Esse pequeno diabrete foi conjurado nada menos do que em 1526, pelo nada menos ourives e escultor Benvenuto Cellini. A partir daí sua vida de garrafa, que nada tem de monótona, passa por mãos sagradas como o violinista Nicolò Paganini até outras figuras como estudantes, ladrões e o célebre pirata Francis Drake.

Diabo inteligente, com alguns séculos de vida, o que proporcionou a ele tanta sabedoria, o aprendizado de tantos idiomas e dialetos e a profunda e eterna curiosidade sobre a alma humana.

Imperdivel. Infelizmente, esgotado.

Um beijo.