terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Alexandre Raposo, escritor

Em 07/12/2009, postei aqui no Palavralida sobre Memórias de um diabo de garrafa, um dos melhores que já li. Minha história com o livro já começa de maneira interessante. Meu chefe recebe de herança a biblioteca de sua tia e os livros vêm parar todos aqui na editora. Encantada, comecei a olhar os títulos. É uma sensação estranha, você começa a conhecer alguém por sua biblioteca; os gostos e interesses da pessoa.
O título chamou minha atenção imediatamente e comentei com meu chefe: "Ari, olha que título interessante", e mostrei para ele, que me responde: "Eu já li, Renata, é muito bom, pode ficar para você, tenho certeza de que vai gostar."

E assim começou minha aventura.  Abaixo, post da época:

Pronto. Concluído. Infelizmente concluído, diga-se de passagem. Chego a arriscar perigosamente que foi o melhor livro que já me caiu em mãos.

Confesso que ando meio "sebenta"... ou "sebosa"?? rsrs Quero dizer que ultimamente ando postando aqui livros que infelizmente só são encontrados em sebos. Peço desculpas e prometo que tentarei que o próximo seja um super-lançamento, de preferência ainda no prelo!

Mas (sempre tem um), Memórias de um diabo de garrafa merece ser procurado, rastreado, se for o caso, e lido. Lido não, devorado! Pois é isso que acontece quando ele cai em suas mãos. Obra e arte de Alexandre Raposo que escreveu uma obra riquíssima que envolve arte, grandes figuras que deixaram marcas desde o século XVI até os dias de hoje!

Ilustres ou não, Giacomo, nosso querido diabinho de garrafa, nos leva a uma série de aventuras contadas de forma inteligentíssima, divertida e bela. Esse pequeno diabrete foi conjurado nada menos do que em 1526, pelo nada menos ourives e escultor Benvenuto Cellini. A partir daí sua vida de garrafa, que nada tem de monótona, passa por mãos sagradas como o violinista Nicolò Paganini até outras figuras como estudantes, ladrões e o célebre pirata Francis Drake.

Diabo inteligente, com alguns séculos de vida, o que proporcionou a ele tanta sabedoria, o aprendizado de tantos idiomas e dialetos e a profunda e eterna curiosidade sobre a alma humana.

Imperdivel. Infelizmente, esgotado.

Um beijo.
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Agora, Alexandre Raposo está prestes a lançar São Tomé na América, mas com promessa de grande sucesso. Estou devorando o livro (ainda no prelo) e, como não poderia deixar de ser, já impressionada com a absurda inteligência e cultura do autor. Apesar de apenas iniciado o ano, São Tomé foi o melhor presente de 2011. Alexandre, para mim, é dos grandes, dos melhores. Segue a sinopse:

DURANTE UMA VIAGEM A Jerusalém, um jovem comerciante grego conhece os apóstolos de Cristo e com eles participa do misterioso episódio da véspera de Pentecostes, quando o lugar onde estavam foi invadido por “línguas repartidas de fogo” e todos foram tocados pela luz do Espírito Santo “e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.”
Este é o ponto de partida de São Tomé na América, uma comédia-épica que narra a obviamente malfadada, repleta de mal-entendidos, mas nem por isso menos hilária missão de um apóstolo improvisado pelas Américas do primeiro século de nossa era.
Ambientado em um “continente já há muito perdido”, em um tempo em que “os homens ainda eram deuses e havia gigantes sobre a face da terra” o romance dá conta das viagens de Polícrates de Naxos, “que durante catorze anos peregrinou pelo continente americano, pregando a palavra do Senhor para jês, guaranis, tiahuanacos, paracas, mochicas, quichés, pós-olmecas, zapotecas e teotihuacanos”, culminando em uma eletrizante, embora mortal, partida de pocolpoc — espécie de futebol jogado pelos antigos povos da América Central — na cidade de Teotihuacán, onde estarão em jogo não apenas a vida do protagonista como também o florescimento ou o extermínio de uma grande civilização.

Para conferir os blogs do autor:


BLOG DO ESCRITOR
http://alexandreraposo.blogspot.com

FEIJOADA COMPLETA
http://completafeijoada.blogspot.com

EDITORA GARAMOND
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