segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

A Torre do Tempo


Amigos,
Os livros da coleção A Torre do Tempo (Editora Garamond) já estão à disposição para venda on-line! Minha melhor dica para presentes de Natal. :)

http://alexandreraposo.blogspot.com/2011/12/torre-online.html

Resumos:


INCA

Um barco de junco à deriva em alto mar é resgatado pela esquadra de um jovem príncipe inca que retorna de uma heróica expedição às ilhas do Pacífico Sul. A bordo do barco, os marinheiros encontram uma família de náufragos misteriosos que, de acordo com as profecias, são “legítimos filhos do sol, que como tais devem ser reverenciados”.
Assim tem início a saga de Inca, romance que narra a ascensão, esplendor e queda de uma grande civilização, como testemunhado por Lloque Uiracocha, sábio iniciado nos segredos do “fazer germinar a terra”, que dedicou a vida à manutenção da grandiosa utopia totalitária de seus soberanos.
Nascido na Ilha da Páscoa, educado em Cuzco, treinado como inspetor estatal por seus tutores, Lloque percorre todas as regiões do Império em uma vida repleta de aventuras. Aos 77 anos, em plena conquista espanhola, então como conselheiro do líder guerrilheiro Manco Inca, ele finalmente decide registrar as coisas que fez e viu durante a sua juventude, dando ao leitor uma visão panorâmica da turbulenta história dos poderosos incas de Cuzco.

MEMÓRIAS DE UM DIABO DE GARRAFA
Giacomo Lorenzo Bembo um diabo de garrafa de vinte centímetros de comprimento e mais de quatrocentos anos de idade, carece de papas na língua e vícios retóricos. 
Culto, sagaz, debochado, fluente em mais de cento e vinte idiomas, é também um grande contador de histórias. E de História.
Conjurado na madrugada de 31 de outubro de 1526 pelo escultor e ourives renascentista Benvenuto Cellini, Giacomo passou por mãos ilustres e virtuosas e testemunhou momentos chave da História Universal nos últimos cinco séculos.
Ao fim de seus dias, já nos estertores do Segundo Milênio, Giacomo acaba cedendo aos apelos de seu dono atual e decide narrar suas memórias, não sem antes estabelecer uma condição irrevogável: “Se você é louco o bastante para tentar biografar alguém que tem quase meio milênio de vida, só me resta exigir um livro que, superficial que seja, ao menos divirta os leitores.”
A condição foi obedecida à risca. E o resultado é o que vemos ao longo deste texto delicioso, repleto de fina ironia, cuja leitura o poeta Ivan Junqueira comparou “à degustação de um vinho velho, raro e inebriante.”
Saúde!

SÃO TOMÉ NA AMÉRICA

DURANTE UMA VIAGEM A Jerusalém, um jovem comerciante grego conhece os apóstolos de Cristo e com eles participa do misterioso episódio da véspera de Pentecostes, quando o lugar onde estavam foi invadido por “línguas repartidas de fogo” e todos foram tocados pela luz do Espírito Santo “e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.”
Este é o ponto de partida de São Tomé na América, uma comédia-épica que narra a obviamente malfadada, repleta de mal-entendidos, mas nem por isso menos hilária missão de um apóstolo improvisado pelas Américas do primeiro século de nossa era.
Ambientado em um “continente já há muito perdido”, em um tempo em que “os homens ainda eram deuses e havia gigantes sobre a face da terra” o romance dá conta das viagens de Polícrates de Naxos, “que durante catorze anos peregrinou pelo continente americano, pregando a palavra do Senhor para jês, guaranis, tiahuanacos, paracas, mochicas, quichés, pós-olmecas, zapotecas e teotihuacanos”, culminando em uma eletrizante, embora mortal, partida de pocolpoc — espécie de futebol jogado pelos antigos povos da América Central — na cidade de Teotihuacán, onde estarão em jogo não apenas a vida do protagonista como também o florescimento ou o extermínio de uma grande civilização.

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