segunda-feira, 26 de março de 2012

Curial e Guelfa



Curial e Guelfa é uma das mais impressionantes e enigmáticas novelas da Idade Média. Escrita em catalão por um autor anônimo, mescla os ingredientes do romance e da aventura, o amor e os feitos de armas. Após numerosos sofrimentos e peregrinações pela geografia da Europa e do  Mediterrâneo  do  século  XV,  o  herói  epônimo,  Curial,  obtém  a  mão  de  sua  amada.

Ricardo  da  Costa  traduziu  essa  obra-prima  para  o português pela primeira vez, em um soberbo exemplo de tradução precisa e prosa de elevada qualidade estética. Antoni Ferrando, um dos maiores especialistas em literatura cavaleiresca e nas letras catalãs, prefaciou essa tradução e situou Curial e Guelfa em seu contexto literário e cultural.

Antonio Cortijo Ocaña (University of California) 
Diretor de eHumanista 


A Universidade da Califórnia lançou a primeira tradução feita para a língua portuguesa de “Curial e Guelfa”, anônimo romance de cavalaria escrito em catalão, na segunda metade do século XV, cerca de 100 anos antes do Dom Quixote, de Cervantes (1547-1616). “Curial e Guelfa” apresenta, por trás de um romance de amor entre os dois personagens do título (Curial, o cavaleiro pobre, e Guelfa, a princesa que o amava e o protegia) uma rica descrição da sociedade cavalheiresca de sua época, e mostra bem a passagem da Idade Média para o Renascimento. Dessa obra existe apenas um único manuscrito, encontrado em um arquivo espanhol, e que está sendo revalorizado nos últimos anos, com cuidadosas traduções, para os principais idiomas modernos, realizadas por especialistas de vários países europeus. No Brasil, “Curial e Guelfa”
ainda é desconhecida nos meios universitários, e essa publicação certamente abrirá novos campos de pesquisa para estudiosos de História e de Literatura.

A tradução, do catalão medieval para o português, era tarefa que apresentava inúmeras dificuldades linguísticas e metodológicas. Foi levada a bom termo pelo Prof. Dr. Ricardo da Costa, medievalista da UFES, acadêmico correspondente no exterior da Real Academia de Belas Letras de Barcelona e membro do IVITRA (Instituto Virtual Internacional de Tradução – Universidade de Alicante). Ricardo da Costa enriqueceu o trabalho com centenas de notas explicativas, indispensáveis para o leitor moderno poder
devidamente compreender e saborear o texto, que manteve rigorosa fidelidade em relação ao original catalão.

A edição já foi lançada nos Estados Unidos em um volume encadernado, com 512 páginas, e deve chegar ao Brasil nas próximas semanas.

Armando Alexandre dos Santos 
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