quarta-feira, 21 de março de 2012

Lançamento dia 21 de março - Travessa

Este promete, pelo que já percebi. Amanhã é seu lançamento, na Livraria da Travessa do Leblon/RJ, às 19 horas. Assim que recebê-lo, postarei para compartilhar com vocês. Abaixo sinopse da editora:

Uma história de amor, dor e culpa. A carioca Adriana Armony constrói, em Estranhos no aquário, um delicado romance sobre identidade e redenção. Sobre esquecimento e lembranças, correntes de um oceano que deixa os personagens à deriva. Prisioneiros de suas próprias limitações, arrependimentos e culpas. Uma vida interrompida. Um pai inconformado. A mãe, presa num presente perpétuo, onde o filho se repete indefinidamente. Igual e diferente. 

Fim de ano. O jovem estudante de filosofia Benjamin flagra a namorada e o melhor amigo na piscina da pousada em que se hospedavam. Dois estranhos no aquário, duas traições distintas. Desesperado, decide voltar ao Rio de Janeiro sozinho. Mas o retorno se torna uma alegoria. Ben nunca volta. Apesar de estar vivo, um acidente na estrada o deixa paralisado, e com o cérebro — e a memória — bastante comprometido.  

Segundo os médicos, a recuperação é possível. Mas demorada e incerta. A mãe, Júlia, usa a voz como o fio frágil que costura as recordações do rapaz. Ela fala sem parar, pois a cada 20 minutos, Ben esquece de tudo, mistura fatos passados com presente. Sua habilidade cognitiva também sofreu. Seu vocabulário ganha uma conotação quase poética, onde um sanduíche vira um prédio de pães. E um pão-de-queijo, uma almofadinha de sabor.

Em seu terceiro romance — no primeiro Adriana ficcionaliza um período da vida de Nelson Rodrigues e no segundo, as memórias da avó —, a autora conduz a trama com a segurança de escritora experiente, entrelaçando os capítulos num ziguezague narrativo, no qual o antes surge depois, o depois se expressa no durante, de sorte que a história de Benjamin, ao aflorar, traz à tona a história de seus pais. Estranhos no aquário é um romance denso, onde sentimentos e laços afetivos aparecem ora turvos ora límpidos, como um espelho d’água. 

Escolhido entre várias narrativas para a bolsa de literatura da Petrobras, o livro confirma, ainda, Adriana Armony como umas das escritoras mais versáteis de sua geração.

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