terça-feira, 30 de abril de 2013

Cultura na Península Ibérica Medieval e Moderna (sécs. XIII-XVII)

Cultura en la Peninsula Ibérica Medieval y Moderna (siglos XIII-XVII)
Coordenação: 


MEMORIAM CULTURAL e ISIC-IVITRA (Universitat d’Alacant) têm o prazer de convidar os interessados na história cultural da Península Ibérica a participar deste curso de extensão online. Nossa proposta é oferecer um panorama introdutório do desabrochar ibérico para o cenário global a partir dos séculos centrais da Idade Média até a Modernidade. A ênfase será dada à cultura, tanto em suas manifestações literárias quanto artísticas e filosóficas. Integram o corpo docente grandes especialistas do Brasil, Espanha, Portugal e da Argentina que apresentarão temas de suas respectivas investigações acadêmicas.

***


Medieval and Early Modern Iberian Peninsula Cultural History (13th-17th c.)
Coordination:


MEMORIAM CULTURAL and ISIC-IVITRA (Universitat d’Alacant) are pleased to invite those interested in the cultural history of the Iberian Peninsula to participate in this online course. Our goal is to provide a comprehensive overview of the cultural history of the Iberian Peninsula from the Middle Ages through the Early Modern period from an artistic, literary, and philosophical standpoint. Renown scholars from Brazil, Spain, Portugal, and Argentina will provide online lectures on several topics of their specialty. 


***
Cultura en la Peninsula Ibérica Medieval y Moderna (siglos XIII-XVII)

Coordinación: 
Prof. Dr. Ricardo da Costa (UFES, Brasil)
Prof. Dr. Vicent Martines (UA, España)


MEMORIAM CULTURAL y ISIC-IVITRA (Universitat d’Alacant) se complacen en invitar a todos los interesados en la Historia Cultural de la Península Ibérica a participar de este curso online. Nuestra propuesta es ofrecer un panorama introductorio de los siglos centrales de la Edad Media hacia la Modernidad. Se hará hincapié en la cultura, tanto en sus manifestaciones artísticas como literarias y filosóficas. Invitamos investigadores de Brasil, España, Portugal y Argentina, que presentarán sus respectivos trabajos académicos. 

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Dez mulheres

A sensibilidade deste livro chileno me deixou sem fala. Mais um presente maravilhoso, de uma amiga igualmente sensível e especial. Dez mulheres é um romance com dez capítulos, em que cada um ganha um narrador e protagonista da própria vida.

Natasha é terapeuta e decide reunir suas pacientes em uma casa onde cada uma relatará suas questões às outras, numa espécie de terapia em grupo, porém individual. O exercício ali é saber ouvir e ser ouvida. É se expor a pessoas estranhas, diferentes, sem nenhum traço em comum. É conhecer uma realidade que nos caminhos da vida provavelmente nenhuma delas teria oportunidade. E que histórias, que realidades, que vidas! O livro é construído, produzido, diagramado para ser devorado em pouco tempo. As emoções afloram em nós e vêm em todos os formatos, sensações, sentimentos.

Nove pacientes em nove capítulos. O último capítulo é a vida de Natasha, contada por sua assistente mais antiga e fiel.

Marcela Serrano é, para mim, uma descoberta incrível e certamente irei à procura de todas as suas obras. O conhecimento profundo da alma feminina exposto em Dez mulheres é absurdo. As entrelinhas do feminino, sua capacidade de profundamente tragar todos os sentidos é desvairado e intenso. Marcela nos convoca a perceber todas as mulheres que nos habitam. 

Algumas de nós:

"No posto de saúde me falaram de um derrame. O médico falou em apoplexia. Infarto cerebral. Dá no mesmo. O importante é a consequência: ela ficou semi-inválida; o lado esquerdo, quase paralisado; o braço e a perna, inúteis; e a boca, torta para sempre. Essa é minha velha hoje. Quase não tem mais palavras, talvez já tenha dito todas e se esvaziou, como um bule quando a água já está fria e não serve mais. Ela, a pessoa mais ativa e trabalhadora, a pessoa que me ensinou a ser incansável, passa o dia todo sentada no sofá esperando que aconteça alguma coisa, que alguém chegue, que a vida lhe conte alguma coisa diferente do que dizem as vozes da televisão que eu deixo ligada quando saio de manhã para que ela se sinta acompanhada. Como eu gostaria de ficar ao seu lado, arrumá-la sem ter pressa, dar-lhe um banho todo dia, lavar seu cabelo e fazer cachinhos, conversar com ela, cozinhar, alegrá-la. Mas não posso parar de trabalhar."

"Lá comecei a conviver com a dor. E a me perguntar, ao contrário do que se podia esperar, pelo valor do esquecimento. É que, vivendo no meio dessa família e desse povo, comecei a entender a memória como uma doença. Meu povo está doente dela. A Palestina. Terra prometida. Terra túmulo. A boa memória pode se tornar abusiva. Lembrar-se de tudo equivale a pegar uma faca toda manhã e cortar diferentes partes do corpo. Temos que organizar o esquecimento. Se as dores pessoais têm seus próprios direitos e suas próprias exigências, por que não as dores históricas? [...] Os corpos absorvem a história. Afinal, o seu corpo é a sua história porque tudo está contido nele. Só quero dizer que, se viver num território ocupado é humilhante e dramático e injusto, a vida na Cisjordânia chega a parecer o céu frente ao que é a vida em Gaza."

"Minha história é muito batida. Menina-grã-fina-rebelde-abandona-sua-classe-social-para-fazer-revolução. Sou um caso típico! E aqui estou, quarenta anos depois, vendo como vivi de molde em molde, só trocando o conteúdo."

"Nasci no dia em que os Beatles fizeram sua última apresentação no terraço de um edifício em Londres, no dia 30 de janeiro de 1969. Meu nome é Layla. Sou jornalista. [...] Sou alcoólatra. E, como esta reunião não é de Alcoólatras Anônimos, me sindo eximida da tarefa de apoiar. É um alívio poder me largar contra vocês. Natasha não vai me reprimir. Mas questiono o fato de me apresentar aqui com esta caracterização, reduzindo de imediato tudo o que eu sou ao meu alcoolismo."

"Afinal, pensa, saindo da janela, afinal todas nós, de um modo ou de outro, temos a mesma história para contar."

Autor: SERRANO, MARCELA
Tradutor: ROITMAN, ARI
Tradutor: WACHT, PAULINA
Idioma: PORTUGUES
Editora: ALFAGUARA BRASIL
Assunto: LITERATURA ESTRANGEIRA - LATINO-AMERICANA

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Palavra da Martha


"Perigoso é a gente se aprisionar no que nos ensinaram como certo e nunca mais se libertar, correndo o risco de não saber viver sem manual de instruções." (Martha Medeiros)